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domingo, 2 de outubro de 2011

ARQUITETURA, ENGENHARIA E A EDUCAÇÃO DE BASE NO BRASIL

A Engenharia e a Arquitetura públicas, as questões ambientais, as políticas públicas nacionais, as instituições de ensino, as entidades de classe, as relações internacionais... enfim, muitas coisas importantes.

Mas há uma questão que sempre me pareceu central e que nunca foi abraçada devidamente pela nossas categorias: a educação de base.

Tanto engenheiros quanto arquitetos vivem num mundo profissional onde impera um paradoxo absurdo: eles são responsáveis pelo planejamento e projeto de obras, instalações e outros produtos que utilizam altos conhecimentos da ciência e da tecnologia. Esses projetos, que exigem tanto conhecimento técnico e científico são executados (no mais das vezes) por pessoas funcionalmente analfabetas! Gente sem conhecimentos (rudimentares que sejam) de Matemática, Física, Química, Biologia, Inglês, Informática, Economia, Administração... Como pode? Como faz?

Em nenhuma outra atividade de nível superior, no Brasil, existe uma disparidade dessa natureza. Na área da saúde, por exemplo, os médicos e dentistas comandam equipes de trabalho nas quais os menos qualificados geralmente têm ensino médio completo, no mínimo.

A Construção Civil, por outro lado, abriga ainda um contingente assustador de pessoas sem formação nenhuma. Gente que não sabe extrair uma raiz quadrada, calcular a área de um triângulo, ler um manual de instruções, descrever corretamente um problema...

A essas pessoas são entregues os projetos elaborados pelos Engenheiros e pelos Arquitetos. É nesse tipo de executor que engenheiros e arquitetos depositam (são obrigados a depositar) suas esperanças de ver seus conhecimentos realizados. Não tem perigo de dar certo!

Nós precisamos enfrentar este problema de frente. Se a falta de conhecimento científico da nossa população nos afeta tão profundamente, se o despreparo das pessoas que vão parar na Construção Civil compromete a qualidade dos nossos trabalhos, se muito das nossas soluções de projeto, obtidas como resultado de anos e anos de estudos e pesquisa se perdem na obra porque o executor não sabe ler direito... a solução é arregaçar as mangas e parar de ficar acreditando em Papai Noel. Parar de acreditar que um dia, do nada, o problema vai se resolver como num passe de mágica. Não vai!

O nosso presente precisa ser influenciado pelo nosso futuro. A engenheira Elaine Marcial nos ensina que o futuro deixa pegadas no presente. Isso significa que o futuro não é tão incerto, como dizem muitos. E os engenheiros e arquitetos sabem disso, pois vivem de antever e forjar o futuro. O futuro é uma de nossas matérias primas. Nosso objeto de estudo e trabalho. Afinal, o que é um projeto técnico senão uma maneira que o homem inventou para criar as condições para o futuro desejado?

Esse senso e essa habilidade de lidar com o futuro (próprios de arquitetos e de engenheiros) precisam ser utilizados também para abraçar e promover ações efetivas de estímulo e de motivação para a educação de base no país.

O que podemos fazer? Não é pouco! Podemos, por exemplo, criar, em cada município, programas especiais de ensino científico nas escolas, estimulando e promovendo Feiras de Ciências, palestras nas escolas e passeios culturais de caráter científicos.

Podemos patrocinar e promover de forma efetiva as Olimpíada de Matemática, Jogos Científicos e outras atividades que promovam entre os pequenos o gosto pela Matemática, pela Física, pela Quimica... pelas ciências, enfim.

Podemos agir, de forma insistente e determinada, sobre os governos municipais, estaduais e federal, no sentido de investir e valorizar as escolas e professores do ensino fundamental. Não apenas nos discursos. Mas nas práticas e nos aportes de recursos.

Nosso jovem, na faixa de 15, 17 anos, pode até se sentir um pouco constrangido se não conhece os artistas da hora; pode até não se sentir confortável por não entender ou falar Inglês... mas, quando o assunto é Física, Matemática, Química... parece que sente até um certo orgulho de dizer que não entende nada!

Nossa sociedade vê com a maior naturalidade (e indulgência) a ignorância científica e tecnológica. Isso é um absurdo!

Penso que Engenheiros e Arquitetos (e suas instituições representativas) precisam agir EFETIVAMENTE no sentido de acabar com esse estado de coisa. É bom para essa geração de crianças e jovens. É bom para o país. É muito bom para os próprios Engenheiros e Arquitetos que estarão ajudando a construir, de forma indireta, melhores condições para o seu próprio trabalho e maiores possibilidades de verem seus projetos efetivamente realizados no campo, com obras, instalações e outros produtos com toda a qualidade que a ciência e a tecnologia permitiu planejar e projetar.

Autor: Ênio Padilha

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Qual a diferença da Engenharia elétrica para a Engenharia de telecomunicações?

Engenharia de telecomunicações ou Engenharia de Telecom é na verdade um ramo da Engenharia Elétrica.

Na habilitação em telecomunicação o engenheiro deve projetar sistemas que, interligados, transmitem informação para diversos pontos. As informações podem ser áudio (voz), imagem (vídeo) ou dados. Os meios em que serão transmitidas são os mais variados: pelo ar (por ondas eletromagnéticas via radiofrequência ou micro-ondas), via cabos metálicos, fibra óptica (sinais luminosos) e até através de linhas de energia elétrica.

Telecomunicação é a transmissão, emissão ou recepção, por fio, radioelectricidade, meios ópticos ou qualquer outro processo eletromagnético, de símbolos, caracteres, sinais, escritos, imagens, sons ou informações de qualquer natureza.

Estação de telecomunicações é o conjunto de equipamentos ou aparelhos, dispositivos e demais meios necessários à realização de telecomunicação, seus acessórios e periféricos, e, quando for o caso, as instalações que os abrigam e complementam, inclusive terminais portáteis.

É bom saber que, assim como a engenharia de telecomunicações, existem outros ramos da engenharia elétrica: engenharia eletrotécnica, engenharia eletrônica, engenharia de computação e também a engenharia de controle e automação.

domingo, 25 de setembro de 2011

Maiores feitos da engenharia

Segundo o site Greatest Achievements as "invenções" a seguir, são os maiores feitos da engenharia no século XX.


1 - Eletricidade
2 - Carros
3 - Aviação
4 - Distribuição de água
5 - Eletrônica
6 - Rádio e TV
7 - Mecanização da agricultura
8 - Computadores
9 - Telefone
10 - Ar condicionado e refrigeração
11 - Estradas
12 - Naves espaciais
13 - Internet
14 - Imaging (não sei o que quer dizer)
15 - Eletrodomésticos
16 - Tecnologias para a saúde
17 - Petróleo e tecnologias petroquímicas
18 - Laser e fibras óticas
19 - Tecnologia nuclear
20 - Materiais de alta performance

sábado, 24 de setembro de 2011

Calculadora Quebrada

Este é um jogo antigo, conheço a muito tempo e acredito que muitos de vocês devem conhecê-lo também. Porém é um ótimo jogo para passar o tempo e testar nosso raciocínio matemático
Jogue aqui

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Melhores salários por região

De acordo com a InfoMoney, uma pesquisa realizada pelo Observatório Universitário mostrou que a região brasileira que melhor paga seus funcionários é a Centro Oeste, seguida pelo Sudeste, Norte, Sul e Nordesde. (Para profissionais de Engenharia, Medicina, Direito e de 30 a 49 anos de idade).

Para nós, Engenheiros, a média brasileira de salário para os profissionais de 30 a 49 anos é de R$2.800. As regiões que melhor pagam aos Engenheiros são: Centro Oeste e Sudeste (R$ 3.000), Nordeste e Sul (R$ 2.500) e, em último lugar, o Norte (R$ 2.200).

Ainda de acordo com a InfoMoney, a média salarial para os Engenheiros brasileiros em início de carreira (de 23 a 29 anos de idade) é de R$ 1.500. Na ordem: Sudeste (R$ 1.700), Centro Oeste (R$1.600), Sul (R$1.500), Norte e Nordeste (R$1.300).
Para os profissionais com mais tempo de mercado, após os 50 anos de idade, a média salarial é de R$3.500. Sudeste e Centro-Oeste (R$ 4 mil); Sul e Nordeste (R$ 3 mil); e Norte (R$ 2.500).

Fonte:InfoMoney

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Melhores salários para estagiários

O Núcleo Brasileiro de Estágios - Nube realizou a mais ampla pesquisa “Valores pagos aos estagiários do Brasil” e revela a média de bolsa-auxílio paga por empresas de pequeno, médio e grande porte em 2010. O levantamento foi feito com 16.328 estagiários de diferentes níveis do país, entre 22 de março a 23 de abril.

Nível Médio Técnico:
1º. Química: R$ 693,51
2º. Técnico em Segurança do Trabalho: R$ 685,31
3º. Construção Civil: R$ 620,83
4º. Mecânica: R$ 615,93
5º. Eletrotécnica: R$ 562,27
6º. Edificações: R$ 562,24
7º. Automação Industrial: R$ 548,35
8º. Mecatrônica: R$ 543,95
9º. Telecomunicações: R$ 536,56
10º. Informática: R$ 511,74

Nível Superior:
1º. Engenharia: R$ 1.022,30
2º. Relações Internacionais: R$ 1.008,38
3º. Economia: R$ 999,27
4º. Química: R$ 897,45
5º. Arquitetura e Urbanismo: R$ 896,35
6º. Biblioteconomia: R$ 883,60
7º. Nutrição: R$ 880,40
8º. Estatística: R$ 864,70
9º. Ciências Atuariais: R$ 817,61
10º. Matemática: R$ 802,12

Nível Superior Tecnólogo:
1º. Secretariado: R$ 958,98
2º. Mecânica: R$ 906,03
3º. Construção Civil: R$ 896,95
4º. Mecatrônica Industrial: R$ 831,89
5º. Processamento de Dados: R$ 791,03
6º. Comércio Exterior: R$ 788,79
7º. Gestão Ambiental: R$ 772,46
8º. Tecnologia em Alimentos: R$ 765,00
9º. Sistemas de Informação: R$ 655,00
10º. Redes de Computadores: R$ 627,00

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

As leis de Newton

As leis de Newton são as leis que descrevem o comportamento de corpos em movimento, formuladas por Isaac Newton.
Isaac Newton publicou estas leis em 1687, no seu trabalho de três volumes intitulado Philosophiae Naturalis Principia Mathematica.
As leis explicavam vários comportamentos relativos ao movimento de objectos físicos.
Newton também demonstrou como as três leis, combinadas com a sua lei da atracção universal, conseguiam explicar as consagradas Leis de Kepler sobre o movimento planetário.
Essa demonstração foi a maior evidência a favor de sua teoria.


As famosas leis de Newton escritas na sua forma original são:
1ª Lei de Newton (ou princípio da inércia)
Lex I: Corpus omne perseverare in statu suo quiescendi vel movendi uniformiter in directum, nisi quatenus a viribus impressis cogitur statum illum mutare.

"Quando a resultante das forças que atuam sobre um corpo for nula, esse corpo permanecerá em repouso ou em movimento retilíneo uniforme"



2ª Lei de Newton (ou princípio fundamental da mecânica)
Lex II: Mutationem motis proportionalem esse vi motrici impressae, etfieri secundum lineam rectam qua vis illa imprimitur.

"A força resultante que atua sobre um corpo é diretamente proporcional à aceleração que ele adquire"



3ª Lei de Newton (ou lei da ação-reação)
Lex III: Actioni contrariam semper et aequalem esse reactionem: sine corporum duorum actiones in se mutuo semper esse aequales et in partes contrarias dirigi.

"Se um corpo exerce uma força sobre outro, este reage e exerce sobre o primeiro uma força de intensidade e direção iguais, mas sentido oposto"


Fonte: Explicatorium